Enterro da vida sentimental- Parte III

            Aprendi a falar enterro da vida sentimental, com um pastor solteiro, que fazia a Terapia do Amor e me dizia: “menina você fez o enterro da tua vida sentimental, pare com isso, você precisa buscar, sem ansiedades, buscar minha filha...”.
            E eu pensava, não é o momento, e assim fiz.
            Nossos problemas são resolvidos quando encaramo-los de frente e dizemos “você vai sair! E, você já saiu!”. E pronto. E acabou o problema. Quando pensamos na solução, o problema acabou definitivamente!
            As marcas que me fizeram pensar desta forma foram as seguintes: cresci vendo minha mãe sofrer diante do machismo e ciúme doentio de meu pai. Vi na minha família muitos casamentos fracassados, comecei a ter problemas sentimentais aos 11 anos de idade. (imagine!).
            Me apaixonei diversas vezes na minha adolescência,e como sempre os rapazes não queriam nada sério e me faziam sofrer. Quando eles gostavam aí eu não gostava. Quando tinha 14 anos me apaixonei perdidamente por um rapaz sem escrúpulos, caráter ou qualquer bom senso. Eu fazia de tudo por ele, e este, me esnobava. Pela misericórdia de Deus, chequei a igreja e fui orientada e não quis mais saber.
            Com 16 anos me envolvi com alguém que não “deveria”. Este era 22 anos mais velho que eu, pela misericórdia de Deus, de novo deixei este para trás e segui caminho com algumas marcas até aí.
            Depois disso tive meu primeiro namorado sério. Namoramos quase um ano. Eu tinha entre 16 e 17 anos e ele 18 anos. Me envolvi com um movimento social e comecei a viajar mundo a fora. Este namorado também viajava. Quando comecei a namorar com ele não o conhecia, e ele namorava outra menina. Pense. Namorava nós duas e mais um monte por fora. E eu não sabia.  Lembro-me de que ele não queria me levar a sério. Brincava comigo. Terminávamos, depois ele vinha dizendo que me amava, e eu boba cedia. Perdi as contas de quantas vezes terminei este relacionamento e voltei.
            Ele vinha com truques sentimentais e eu caia. Era refém de um sentimento. Quando viajávamos, estávamos brigados, pois, ele queria curtir a viagem e quando voltávamos aí ele queria ficar comigo de novo.
            Eu pensava neste rapaz, o tempo todo o dia inteiro. Era um sentimento diabólico. Perdia o sono, chorava... E fantasiava tudo na minha cabeça...
            O movimento que eu trabalhava abriu uma rádio, e eu fui trabalhar de locutora, ele era diretor desta rádio. Eu saía da casa de meus pais na sexta e voltava na segunda. Meu pai, não deixava eu ir, e eu ia do mesmo jeito. Brigávamos o tempo todo com o meu pai, e ele não sabia que eu namorava. Eu vivia um inferno. Ninguém me suportava dentro de casa. Continuação....

Comentários

  1. oiii vim conhecer o seu cantinho e gostei muiiito quando puder faça-nos uma visitinha e se gostar siga estarei sempre por aqui bj

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Comentem muito!!!! Que Deus abençõe!

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